Eu nem me lembro quando comecei a me interessar pela cultura cigana. Acho que ela já fazia parte de mim desde nova, eu só não tinha acordado para ela. Lá pelo ano 2000, que foi um marco na minha vida, conheci diversos mundos que não conhecia mais de perto - o misticismo, a yoga, a Wicca, entre outros, e, nas minhas andanças, conheci uma moça que jogava baralho cigano. Nós ficamos amigas e um dia ela jogou pra mim. Fiquei fascinada por aquele jogo tão simples e ao mesmo tempo tão certeiro. Na verdade, o baralho Lenormand nem é da tradição cigana, mas sim foi incorporado pelos ciganos, que já se utilizavam de outros meios de adivinhação. Gostei tanto que no ano seguinte, 2001, comecei a estudar e a jogar.
Em 2004, conheci um espaço na Tijuca que tinha dança cigana. Comecei a fazer, gostei muito, me identifiquei...mas acabei desanimando por ser a única aluna. Desmotiva, não tem a mesma animação, né? Então, fiquei alguns meses e saí, apesar de gostar muito. Enquanto isso, continuei jogando baralho cigano, na maioria das vezes só para amigos, mas depois acabei parando. Devo ter feito algo de errado, pois os jogos me deixavam muito cansada, eu me sentia desenergizada e acabei desistindo por esse motivo. Mas sempre buscava informações e sempre me interessei pela cultura.
Como o destino é implacável, ano passado, 2012, minha amiga Anna Cecília me ligou numa tarde de
setembro me convidando para fazer aula de dança cigana com ela. Me animei logo, quem sabe não seria uma experiência diferente? E foi. A turma tinha mais gente, a professora Annya Kalitsch era muito simpática (a outra, de 2004, tb era, infelizmente não me lembro do nome dela), até me apresentei em público algumas vezes, coisa que nem sequer cogitava fazer e que devo também à Anna por todo o estímulo. E estou há quase um ano fazendo dança cigana. Apesar de algumas coisas às vezes me desanimarem, alguns passos mais difíceis, alguma timidez, não desisto. Seria muito tolo desistir de algo que muda até mesmo o meu humor mais melancólico. rsrs
setembro me convidando para fazer aula de dança cigana com ela. Me animei logo, quem sabe não seria uma experiência diferente? E foi. A turma tinha mais gente, a professora Annya Kalitsch era muito simpática (a outra, de 2004, tb era, infelizmente não me lembro do nome dela), até me apresentei em público algumas vezes, coisa que nem sequer cogitava fazer e que devo também à Anna por todo o estímulo. E estou há quase um ano fazendo dança cigana. Apesar de algumas coisas às vezes me desanimarem, alguns passos mais difíceis, alguma timidez, não desisto. Seria muito tolo desistir de algo que muda até mesmo o meu humor mais melancólico. rsrs
Recentemente, voltei a pesquisar sobre as cartas ciganas também. E estamos aí, posso me afastar um pouco, voltar, mas acho que minha vida está enredada com a dessa cultura tão interessante e tão bonita há muitos anos. Ainda tenho outros planos - estudar ciganologia é um deles - e é isso, acho que a cultura cigana ainda tem muito a me ensinar.




