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sábado, 1 de novembro de 2014

Quando o povo cigano acampou na minha vida... Depoimento de Annya Kalitsch


Hoje fui surpreendida com um novo depoimento sobre 'Quando o povo cigano acampou na minha vida...'. Dessa vez  quem compartilha com a gente sua experiência é minha primeira professora de dança cigana: Annya Kalitsch.  Confiram essa linda história: 

'Não sou cigana. Minha ascendência é ucraniana, portuguesa e espanhola; não tenho nenhum tio, avó ou longínquos parentes ciganos que possam me render propaganda de ancestralidade.

O fato é que a etnia cigana realmente acampou em minha vida antes que eu tivesse idade para entender o que era existir! Conta minha mãe que passeávamos em Araruama, no estado do RJ (eu, ela e meu irmão ainda de colo) quando em sentido contrário vinha vindo uma mulher bonita, de cabelos longos e negros com andar despretensioso e saia esvoaçante. Rapidamente minha mãe percebeu que se tratava de uma cigana que, ao passar ao nosso lado se aproximou, olhou em seus olhos e disse-lhe que não tivesse medo pois não faria nada. Neste momento, eu que normalmente já andava saltitando e sorrindo para todos não agi diferente com a cigana... Ela agachou-se a minha pequena altura, passou delicadamente sua mão em meu rosto, sorriu e disse:

 - Linda ela! Olhos de cigana!” Particularmente não lembro deste episódio, contudo, minha mãe nunca esqueceu... De qualquer forma, creio que neste dia o povo cigano acampou em minha vida!'

Annya Kalitsch


Gostou desse depoimento? Compartilhe a sua história com a gente também. Só deixar mandar seu depoimento pelo grupo ou fanpage Mente Cigana ou me avisar inbox no Facebook. Ainda há a opção mandar para o e-mail mentecigana@gmail.com 


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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quando o povo cigano acampou na minha vida - Depoimento de Tânia Durão



A oraculista, terapeuta holística e minha eterna mestra, Tânia Durão, pela primeira vez revela em um blog como começou a se dedicar ao Baralho Cigano. 

O Mente Cigana agradece muito a confiança e o carinho de nos dar a honra de divulgar esse emocionante relato.

Leia abaixo com atenção!

Quando o povo cigano acampou na minha vida


Paixão!!! Foi a paixão por um homem que me levou ao povo cigano. Me apaixonei por um cliente, o que me assustou muito, uma vez que sou super caxias no meu trabalho e altamente racional. Mas a verdade é que eu ficava imensamente feliz quando ele chegava a entristecida quando ele ia embora. E nem vou falar do sorriso dele...

Eu acordava pensando nele, ia dormir pensando nele e, o pior, sonhava com ele. Um desses sonhos foi tão real e tão marcante que recorri a uma amiga umbandista e que joga o baralho cigano. No final da consulta ela se sentiu mal e logo pensei: "Meu Deus, eu devia estar tão carregada, que ela absorveu a minha negatividade para me harmonizar". Este pensamento já me deixou tensa. Em seguida ela incorporou a minha cigana espiritual, cujas primeiras palavras foram:

"Boa noite, moça, o meu nome é Madalena, eu sou SUA cigana e não desta moça por onde estou falando, ela só me deu passagem para falar" - Se antes eu estava tensa, imagina o meu susto. 

E Madalena prosseguiu:

"Vim para te dizer que estou cansada de esperar e te dou 12 luas (um ano) para começar a ler as cartas!!" - Pavor total e silêncio absoluto, pelo susto, pela novidade (imposta) e pelo medo da responsabilidade que teria pela frente. Fiquei até tonta, mesmo assim me esforcei a perguntar de onde nos conhecíamos. 

A resposta foi implacável: 

"Me responda você!" Timida e completamente intimidada arrisquei: Espanha.
"viu como você sabe??? Moça, você era da corte espanhola e eu sempre fui cigana, mas na época das espadas eu lia a sua mão. Se você gostasse do que ouvia, me recompensava bem. Mas se não gostava, você me enxotava." Fiquei estarrecida, 1º por ter acertado e 2º pelo meu (mal) comportamento na "época das espadas".

Madalena, com o dedo em riste e muito séria, prosseguiu com as suas ordens: que o seu punhal seria prateado, que o mesmo ficaria sobre a mesa e não sobre a taça e que ela não autoriza bebida alcoólica, sob hipótese alguma, na hora da consulta, que eu deveria comprar um baralho e que o resto era com ela - Fiquei sem chão...e sem respiração.

Mesmo perplexa, consegui perguntar se eu devia cobrar. A resposta não poderia ser diferente, foi bombástica e me acertou em cheio. 

"Moça, nós, ciganos, trocamos pano, chá, açúcar...vocês querem trocar papel! Se chegar alguém até você sem papel, você vai atender!" Fiquei sem ação e... sem mais perguntas. 

Então veio a explicação do homem pelo qual eu estava apaixonada. Eu vivia na corte, era casada e tive um caso com este homem, que não pertencia a corte espanhola. O meu marido soube e na época da espada, o meu amante foi morto a facadas em uma emboscada" Pronto!! Meu mundo caiu de vez.

Saí da consulta chocada e mexida pelas informações e pelo dever de cumprir o que foi determinado. Fiz o curso de baralho cigano, li os livros que estavam disponíveis e comecei a praticar. Levei um ano inteiro lendo As Cartas Ciganas (sem trocar papel) até me sentir segura internamente para ser uma cartomante. 

Tempos depois comecei a ensinar As Cartas Ciganas para algumas amigas e, de repente, em uma bela noite, a apostila veio inteira na minha Mente Cigana. Eu já estava deitada e me levantei para escrever, como sempre acontece, as minhas inspirações só chegam a noite (e bem tarde), um tormento, pois costumo me sentir uma zumbi no dia seguinte. Rsrs

Comecei a fazer dança cigana, onde me sentia uma cigana de verdade, pois esta é a minha essência. Adoro viajar, andar sem rumo (e descalça), além de amar a minha liberdade. 

Logo após vieram o blog AS CARTAS CIGANAS e a página no facebook com o mesmo nome, onde posso compartilhar os meus conhecimentos e fazer contato com as pessoas. 

Hoje frequento um grupo espiritual cigano, onde tive a alegria de saber que já fui uma cigana, na Espanha, é claro. Neste grupo começo a me aprofundar nos ensinamentos deste povo tão querido. 
 
Quanto ao homem da época das espadas, não rolou nada nesta encarnação atual, embora eu percebesse claramente que ele também sentia uma forte atração por mim. Enfim, cada um seguiu o seu caminho pelas estradas da vida e nunca mais o vi, afinal ele é apenas uma gadjô (homem não cigano).

Agradeço a este homem, por ter sido o veículo para eu me reconectar a minha essência. Agradeço a Fátima por ter lido as cartas para mim, por permitir que a minha cigana espiritual falasse através dela e por me conduzir ao caminho certo que minha alma deveria trilhar. Agradeço a Madalena pelas orientações e por já ter se apresentado em sonho, quando eu senti medo. Neste sonho ela me deu a carta do coração e disse que eu deveria jogar o resto no lixo - foi o que eu fiz. 

A questão não é quando o povo cigano acampou na minha vida. Na verdade eu nunca saí do acampamento, embora tenha tomado um atalho... Me sinto feliz por fazer parte deste povo cheio de alegria e repleto de paixão. 

Tânia Durão

E AÍ CURTIU ESSE DEPOIMENTO? Saiba que o próximo poder ser o seu... Basta fazer como Tânia Durão, envie sua história sobre como o povo cigano acampou na sua vida para mentecigana@gmail.com

sábado, 27 de julho de 2013

Depoimento - Mariana Kexfe


Eu nem me lembro quando comecei a me interessar pela cultura cigana. Acho que ela já fazia parte de mim desde nova, eu só não tinha acordado para ela. Lá pelo ano 2000, que foi um marco na minha vida, conheci diversos mundos que não conhecia mais de perto - o misticismo, a yoga, a Wicca, entre outros, e, nas minhas andanças, conheci uma moça que jogava baralho cigano. Nós ficamos amigas e um dia ela jogou pra mim. Fiquei fascinada por aquele jogo tão simples e ao mesmo tempo tão certeiro. Na verdade, o baralho Lenormand nem é da tradição cigana, mas sim foi incorporado pelos ciganos, que já se utilizavam de outros meios de adivinhação. Gostei tanto que no ano seguinte, 2001, comecei a estudar e a jogar.
Em 2004, conheci um espaço na Tijuca que tinha dança cigana. Comecei a fazer, gostei muito, me identifiquei...mas acabei desanimando por ser a única aluna. Desmotiva, não tem a mesma animação, né? Então, fiquei alguns meses e saí, apesar de gostar muito. Enquanto isso, continuei jogando baralho cigano, na maioria das vezes só para amigos, mas depois acabei parando. Devo ter feito algo de errado, pois os jogos me deixavam muito cansada, eu me sentia desenergizada e acabei desistindo por esse motivo. Mas sempre buscava informações e sempre me interessei pela cultura.
Como o destino é implacável, ano passado, 2012, minha amiga Anna Cecília me ligou numa tarde de
setembro me convidando para fazer aula de dança cigana com ela. Me animei logo, quem sabe não seria uma experiência diferente? E foi. A turma tinha mais gente, a professora Annya Kalitsch era muito simpática (a outra, de 2004, tb era, infelizmente não me lembro do nome dela), até me apresentei em público algumas vezes, coisa que nem sequer cogitava fazer e que devo também à Anna por todo o estímulo. E estou há quase um ano fazendo dança cigana. Apesar de algumas coisas às vezes me desanimarem, alguns passos mais difíceis, alguma timidez, não desisto. Seria muito tolo desistir de algo que muda até mesmo o meu humor mais melancólico. rsrs
Recentemente, voltei a pesquisar sobre as cartas ciganas também. E estamos aí, posso me afastar um pouco, voltar, mas acho que minha vida está enredada com a dessa cultura tão interessante e tão bonita há muitos anos. Ainda tenho outros planos - estudar ciganologia é um deles - e é isso, acho que a cultura cigana ainda tem muito a me ensinar.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Depoimento - Amanda Andermann



Quando o Povo Cigano Acampou na Minha Vida...


           
Se tem uma coisa na minha vida de que sempre gostei e sem o que não consigo viver, é a dança em todas as suas formas ritmos e diria até mesmo, todas as suas cores, rsrsrs. Desde muito criança sempre adorei dançar qualquer coisa que fosse, samba, forró, rock, country, enfim sempre gostei de tudo menos do funk sem ser o melody.
            Por isso quando eu tinha 15 anos, já fazendo aula de Capoeira desde os 13, comecei a reparar o inevitável, que o que eu gostava mesmo era da parte de música e dança e não da luta em si. Por isso eu saí, fiz uma aula experimental de dança do ventre na Academia Rio Gym (próxima da minha casa) e essa então fixou verdadeira casa de família (do tipo que passa de geração em geração na minha vida) até hoje. Porém, depois de eu estar fazendo aula já há três anos, cancelaram a turma de dança do ventre por falta de alunas e, querendo continuar meus estudos de dança do ventre, conheci o Asmahan ainda em 2005, onde continuei fazendo dança do ventre e estou até hoje.
            E curiosamente foi exatamente através da dança do ventre que, quase por acidente, tomei contato pela primeira vez com a dança cigana. Senti necessidade de fazer aula de dança mais vezes por semana e por isso, assim que abriu a primeira turma de dança cigana no Asmahan, resolvi fazer dança cigana além da dança do ventre. De início, comecei a fazer aula com a professora Yasmin Rajal e depois, como ela infelizmente teve que sair devido a impedimentos físicos, continuei com a mestra Annya Kalitsch, que entrou em seu lugar.
            De início eu achava que fosse ser simplesmente “só mais uma dança”, afinal até então nenhuma outra dança (por mais que eu goste de todas) tinha tocado tão profundamente na minha alma quanto a dança do ventre. Porém, o momento crucial em que, digamos, “as barracas foram fixadas” foi na primeira apresentação que fizemos com a Annya, no carnaval das culturas no ano passado. Da minha bagagem de dança do ventre sempre aprendi que toda dança pede uma expressão fácil (emoção) condizente com ela e que deve ser passada ao público para que esta seja aproveitada ao máximo, então perguntei à Annya que expressão seria condizente com a dança cigana. Ao que ela me respondeu: “Alegre e principalmente sempre de cabeça erguida, isso porque em toda a sua história os ciganos sempre foram párias, imagina então se, pra completar, eles ficassem de cabeça abaixada.”
            Foi aí que a dança cigana conseguiu de fato tocar meu íntimo, pois pra mim, que tive a minha auto-estima destruída por ter sofrido bullying durante muito tempo e que em grande parte devo sua reconstrução à dança do ventre, aprender a andar sempre de cabeça erguida é fundamental, não só na dança como também na vida. Confesso que ainda sinto um pouco de dificuldade e de vez em quando me pego olhando pra baixo, mas um dia tenho certeza que conseguirei chegar ao nível “cigana metida”.Também, não sei se pelo fato de meus antepassados terem vindo do Leste Europeu (Letônia), tem algo a mais na dança cigana que parece de certa forma me chamar. Como se alguma avó ou bisavó minha tivesse me aconselhado a fazer e continuar na aula.
Mas por fim, está aí, graças a todas essas influências hoje posso dizer que em minha alma existe um edifício de dança do ventre e do ladinho dele (de forma bem parecida com muitos países europeus) um acampamento cigano em que toda quarta se acendem todas as fogueiras.

Amanda Andermann (Quem sabe futuramente Malika Simza?)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando o povo cigano acampou na minha vida ...

Desde que me entendo por gente, o universo místico sempre me interessou... Mesmo sem o encorajamento de minha família, e sem compreender exatamente como funcionava, eu sempre quis ir a todos os oráculos. Acho que minha primeira revistinha de João Bidu, sobre astrologia, foi comprada quando eu tinha uns 10 ou 11 anos ... 

Sempre achei belo o visual das ciganas e a forma como elas dançam, mas confesso que não sabia diferenciar a dança cigana da dança do ventre. Aos 12 anos, quando a Rede Globo exibia "Explode Coração", eu assistia a novela justamente por serem os ciganos o tema central (e também para rir da péssima atuação do cigano Igor é claro... Rs). No mesmo ano, na escola, alguma professora, que não me recordo de que matéria, propôs um trabalho em grupo sobre a Cultura Cigana. Meu grupo que seria o primeiro a apresentar, no sorteio de temas, recebeu o Casamento Cigano. Eu fui a primeira a falar lá na frente (escolha minha porque eu ficava mais nervosa era de esperar pela minha vez de apresentar, coisas de ariana.. Rs). Eu nem preciso dizer que esse deve ter sido o trabalho escolar que eu mais gostei de fazer, não é...



Em 2011, estava eu e Mariana Kexfe, em um evento beneficente pela causa animal (outra paixão minha! Rs), no restaurante vegano Refeitório Orgânico, em Botafogo, quando houve apresentação de Dança Cigana e Dança do Ventre. Sem ter ideia de como isso viria a mudar o curso de nossas vidas, comentei com Mariana como eu curtia assistir aquelas danças e que tinha vontade de fazer aula, mas sozinha não me animava. Foi aí que ela respondeu, para minha total surpresa: "Ah! Eu já fiz dança cigana...". Quando ela respondeu isso, eu me entusiasmei demais. Pensei: Nossa que legal! Agora crio coragem de fazer aula... Como a vida não é um curta metragem, ela caminhou lentamente até que em agosto de 2012, eu estava saindo do meu curso preparatório para concursos, quando passei o olho, totalmente por acaso, no letreiro do prédio comercial e descobri que no andar de cima da minha sala, tinha uma escola de dança que ensinava justamente Dança Cigana. Animada liguei para Mariana, que topou entrar na aula. Integramos a turma iniciante do Asmahan em setembro do ano passado. A profª Annya Kalistch com sua doçura, alegria e paciência ensinou meus primeiros passos no Rom. Mariana permanece tendo aula com ela até hoje (OPTCHÁ!!!), mas eu precisei sair por questões de trabalho. Mas, assim que der voltarei... 

Sentia muita falta da dança (ainda sinto..), sobretudo, de poder usar minhas roupas ciganas, então para suprir essa ausência decidi, além de ir a eventos ciganos, estudar Baralho Cigano (durante o curso descobri que nem foram os ciganos que inventaram esse oráculo, mas certamente ajudaram bastante na divulgação mundo à fora). Até já tinha ouvido falar de Tânia Durão, mas durante minha busca por gente para me dar aula, ela foi tão recomendada (seja em quantidade de pessoas falando como em elogios rs) que fui procurá-la. Então com seu carisma, eficiência e simpatia (e um toque de instinto maternal! rs), ela me ensinou as cartas ciganas. Fiquei tão feliz por conhecê-la e aprender o baralho cigano! Nem queria que as aulas acabassem... Rs. Mas, como tudo na vida acaba para início de outra fase, as aulas terminaram, mas ainda conto com o apoio e incentivo da minha mestra. Enfim, amo poder ajudar os outros através do Lenormand... Aliás, o baralho cigano me despertou tanto interesse que continuo estudando em casa e resolvi criar, em parceria com Mariana (sim, ela já havia estudado Lenormand antes de mim!!! rs), esse blog para compartilhar experiências e estudos sobre ele. Além de divulgar a cultura e os eventos ciganos, em geral...

Resumindo: a cultura cigana, até agora, já trouxe mais alegria a minha vida, novas amizades, mais estudo e a prática do bem ao próximo... Optchá!!!